Autoridades discutem furto e roubos em geral e de veículos em Campinas
Por iniciativa do vereador Dário Saadi (DEM), a Câmara Municipal realizou nesta quinta-feira um amplo debate sobre Segurança Pública em Campinas.
O vereador mostrou um estudo com base dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo que apresentou a comparação aos crimes ocorridos no primeiro trimestre de 2011, em Campinas, em relação à capital paulista e a Guarulhos, cidade com mais de 1 milhão de habitantes na grande São Paulo.
Apesar dos números gerais apresentarem queda, o número de furto, roubo e furto e roubo de veículo em Campinas está muito acima da média em relação a esses municípios. Este ano foram registrados 2.132 roubos, 1191 roubos de veículos, 4556 furtos e 1197 furtos de veículo.
Saadi também fez uma análise das ocorrências por distrito policial que aponta que as delegacias localizadas no Chapadão e no Taquaral registraram números de roubo de veículos acima da média das outras. Já no item furto de veículos o 1º Distrito, no Centro, está 159,3% acima da médias das outras, seguida do 4º DP, no Taquaral.
O diretor do Deinter 2, Paulo Bicudo apresentou outros números com dados positivos. “Trouxemos os mesmos números apresentados pela Secretaria só que sob outra ótica. Campinas tem preservado a vida humana e vem reduzindo o número de homicídios, sequestros e latrocínios é uma vitória da sociedade”, defendeu.
Ele admitiu que houve alto no número de número de roubos e furtos de veículos e disse que é preciso ponderar que hoje a cidade tem mais 700 mil veículos nas ruas. “Os bens acabam ficando disponíveis para aqueles que praticam crimes, pois na última década nós quase dobramos o número de veículos na cidade”, ponderou.
O major Marci Elber, representante do 8º Batalhão da PM, falou que é importante observar o ambiente que ocorre o crime e das pessoas envolvidas, como as características, origem, etc além do perfil das vítimas. Num terceiro nível a PM trouxe pontos positivos quanto ao aparelhamento das polícias e da guarda municipal junto com o poder público municipal.
Elber comentou que na região central de Campinas, onde ocorre o maior índice de furtos na cidade, com 1366 ocorrências no primeiro trimestre deste ano, 292,6% a mais que a médias das outras delegacias. “É preciso salientar que, além da população residente, temos uma população flutuante de 300 mil pessoas na região central, o que é um problemas muito sério, pois apesar dos avanços é uma região que precisa de um trabalho de recuperação”, explicou.
O major salientou a importância da operação conjunta dos órgãos na região central, no ano passado, que diminuiu, num primeiro momento, 24% de roubo de veículos e 20% de furto de veículos. “Infelizmente este ano ainda não aconteceu nenhuma operação conjunta, infelizmente nós freiamos essa parte”, lamentou.
Além disso, Élber lembrou que 40% dos furtos registrados no Centro de Campinas ocorreram dentro das lojas e esse mesmo número corresponde a furtos de documentos. Ele disse que o furto e roubo de veículos é um problema regional.
O representante da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança, Cel. Adilson Mangiavachi apresentou um geoprocessamento das ocorrências. Ele afirmou que as ocorrências só recebem destaque na região central no mês de janeiro e o restante está distribuída de maneira uniforme. Ele ponderou que se há a existência de 700 furtos/roubos de veículos, é uma média de um carro para cada mil.
O coronel disse que algumas ações deverão ser tomadas para evitar o furto e roubo de veículos, além de ocorrências relacionadas aos entorpecentes. “ Vamos instalar novas câmeras que vão identificar placas dos veículos, facilitando o rastreamento do deslocamento do carro para aumentar o índice de recuperação”, relatou.
Apesar dos números gerais terem sido apresentados de forma positiva, o vereador Dário Saadi diz que é inadmissível que Campinas registre os mesmos números da capital paulista e de Guarulhos no que diz respeito ao furto e roubo de veículos. “Temos que mudar esse paradigma em relação aos outros delitos. A polícia e a sociedade conseguiram mostrar que é possível reduzir o número de 540 em 2001 para 173 em 2010 e isso deve ser feito nessa questão também”, disse.
07/10/1966
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