Câmara instala Comissão para acompanhar crise na Maternidade
Legislativo quer conhecer a real situação financeira do hospital
Os trabalhadores deverão se reunir em assembleia na próxima terça-feira (08/02) para discutir a possibilidade de paralisação. Eles protestam contra a suspensão do pagamento do adiantamento quinzenal e temem não receber salários.
A Comissão de Representação será formada pelos vereadores Dario Saadi (DEM), Francisco Sellin (PDT) e Biléo Soares (PSDB). Durante perÃodo de 60 dias, eles vão representar o Legislativo junto a Maternidade e o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sinsaúde) numa tentativa de evitar a paralisação das atividades do hospital.
Além disso, a comissão pretende conhecer a real situação econômica da instituição e apresentar estudos e sugestões para restabelecer a normalidade financeira da entidade.
A primeira reunião da comissão foi marcada para a próxima
segunda-feira (14/02). De acordo com Dario Saadi, serão convidados
representantes da Secretaria da Saúde, do Sindicato, da Maternidade e do
Conselho Municipal de Saúde.
Uma greve na Maternidade iria provocar enorme impacto no sistema de atendimento a gestantes e bebês na cidade e região. Ali são realizados 30 partos por dia, em média. De cada 10 nascimentos registrados em Campinas quatro são feitos na Maternidade e, destes, 60% são atendimentos feitos pelo Sistema Único da Saúde (SUS).
Além disso, o hospital é o centro de referência regional em UTI Neonatal com 36 leitos – contra 10 leitos disponÃveis no hospital da PUC-Campinas e 15 no da Unicamp, as outras duas instituições que também oferecerem esse tipo serviço. A Maternidade diz ter hoje um déficit de R$ 500 mil por mês no atendimento do SUS. O custeio do hospital é de R$ 4 milhões por mês e a receita tem ficado frequentemente abaixo disso. O resultado, é uma dÃvida com bancos e fornecedores que já chega a R$ 15 milhões.
"O presidente Pedro Serafim pode confiar que vamos trabalhar com
dedicação e estaremos cobrando de quem deve nesta história, porque não
podemos permitir a descontinuidade desse serviço, que é fundamental para
o sistema de saúde em Campinas", disse Dário Saadi.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
28/04/1960
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