Câmara reúne especialistas e alerta sobre necessidade do aleitamento materno
05/08/11
O seminário foi organizado pelo vereador Dário Saadi (DEM), para marcar a inclusão da Câmara na Semana Mundial de Aleitamento Materno – observada no período de 1º a 7 de agosto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas a cada ano, apenas por meio do aleitamento materno.
A coordenadora do Banco de Leite de Campinas, Cláudia Monteiro Sampaio (abaixo), o aleitamento pode significar a única chance de sobrevida para bebês prematuros, que em geral nascem com menos de um quilo de peso e que passarão perto de três meses na UTI de um hospital.
De acordo
com a coordenadora, o banco existe em Campinas já há 18 anos. Neste
período atendeu perto de 57 mil pessoas e coletou aproximadamente 16
mil litros de leite. Em média, o banco atende 70 bebês por mês,
mas já houve períodos em que chegou a oferecer leite a 119
recém-nascidos em situação de risco. “O aleitamento é fator
primordial para a sobrevida dessas crianças, que em geral são
submetidas a longos períodos de internação e estão extremamente
expostos a riscos”, lembrou.
Ela lembrou que as mães que desejem fornecer o leite em excesso não precisam sair de casa. Diz que o Banco dispõe de um sistema pelo qual, técnicos vão à casa das pessoas; fazem a orientação à mãe sobre as formas de captação do leite e fornecem o material necessário para a coleta. Depois disso, os funcionários vão buscar o material coletado. Para isso, basta ligar para o número (19) 33066039. O banco de Campinas atende a 20 municípios da região.
O Coordenador da Área de Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Rober Tufi Hetem (abaixo) lembrou que o aleitamento “é um dos pilares dos programas de redução da mortalidade infantil”, disse. “O leite materno não é remédio. É solução. Torna a criança menos suscetível a alergias, além de reduzir caso de obesidade e sobrepeso”, disse.
Hetem
lembrou também que o leite materno características peculiares, já
que se modifica a partir da primeira mamada. “Ao longo dos meses, o
leite vai mudando sua composição. A partir do 5º ou 6º mês, ele
adquire nuances de sabores dos alimentos que a mãe ingere. Com isso,
o bebê passa a conhecer paladares regionais e isso vai facilitar
extremamente a recepção dos alimentos que lhe serão ofertados a
partir do momento em que a amamentação terminar”, diz o
especialista. Por conta disso, adverte ele, a amamentação precisa
ser completa.
O vereador Dário Saadi ficou satisfeito com o debate. “Acreditamos que a Câmara cumpriu seu papel institucional, que é de estimular as boas práticas e promover o debate de temas que sejam realmente importantes para a sociedade”, disse.
Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
15/12/1969
(19) 3736-1650